Um Olhar sobre o Mercado

A bolsa de valores brasileira vinha atravessando um momento de lateralização, oscilando entre 97 e 103 mil pontos. O principal índice da B3, o IBOV, depois de ultrapassar os 105 mil pontos, após o susto da pandemia, voltou a operar abaixo dos 100 mil de forma consistente e parece flertar com uma tendência de baixa até, no mínimo, os suportes na casa dos 90 mil. A bolsa vinha precificando uma retomada da economia, após a queda vertiginosa da atividade durante a pandemia. E de fato, a reabertura tem sido gradual em vários setores e a princípio parece tudo ir voltando aos poucos ao normal. Cuidado com as aparências. O auxílio emergencial que vem sus…

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Ativos com Eventos Importantes no Radar

A bolsa brasileira tem apresentado uma boa performance nas últimas semanas e desde 20 de maio vem numa trajetória de alta quase sem correção. Desde o fundo em 77 mil pontos em 18 de maio até o fechamento em 96,5 mil, ontem, 19 de junho, uma alta de mais de 25%.   Nesses níveis parece ter perdido força, mesmo com o corte de juros anunciado essa semana pelo COPOM. A maioria das ações subiu e pelo menos para o curto a médio prazo, não há muita assimetria a ser buscada, diante do fraco desempenho da economia e dos resultados ruins divulgados, devido à crise do coronavírus e suas consequências.   Como relatei no último post, "Renda Variáv…

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Renda Variável Compulsória?

Ontem o COPOM - Comitê de Política Monetária cortou novamente a taxa SELIC para novo patamar mínimo histórico de 2,25% ao ano.   O impacto dessa decisão é que a renda fixa que já estava pouco atraente, em alguns casos vai render abaixo da inflação, como é o caso da velha poupança. O rendimento real será negativo, ou seja, ao optar por essa modalidade, o investidor perderá poder de compra. Parece haver aqui um interesse em empurrar os consumidores a gastarem, ao invés de poupar, para tentar pegar a economia no tranco, pois na chave já não está mais indo. A bateria arriou.   O Tesouro Direto também não fica muito atrás. O Tesouro Selic que …

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Por que Alguns Ativos Parecem Baratos, Mas Não Estão

Ao observar e analisar alguns ativos na B3 e depois das quedas fortes que ocorreram em março, já parcialmente recuperadas, ainda vemos ativos com múltiplos que parecem indicar que estão descontados.   Para quem não está familiarizado com a análise fundamentalista, múltiplos são indicadores calculados a partir das métricas divulgadas no balanço e na DRE das empresas. Como exemplo, podemos citar o P/L (preço/lucro), o P/VP (preço/valor patrimonial), P/Ebit (preço/Ebit) etc. No caso do P/L, o mais utilizado, quanto menor ele for, em menos tempo eu recupero o valor investido quando da compra da ação. Ideal comprar com P/L abaixo de 10 ou até meno…

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O Mercado Voltou às Compras Como se Não Houvesse Amanhã!

Desde o fundo de 18 de março, próximo a 61 mil pontos, o Ibovespa já recuperou uma parcela significativa e já atingiu por volta de 82 mil pontos. No momento em que escrevo está por volta de 78 mil pontos. Os investidores, muitos induzidos pelas corretoras e analistas de mercado, entenderam que todas as informações negativas já estavam no preço e voltaram às compras, elevando as cotações da maioria dos ativos. Mas será que já sabemos dos estragos que essa crise provocará? A resposta bastante óbvia é que não sabemos. O lockdown ainda nem tem data para acabar e, mesmo que tivesse, qualquer prognóstico sobre os seus efeitos seria prematur…

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Depois do Crash Recente é Hora de Comprar?

Quem investe em renda variável e está acompanhando o mercado, presenciou a maior baixa das ações em curto espaço de tempo. A maior desde a crise da Rússia em 1997, se não me engano. Na B3, os mais de um milhão de novos investidores certamente estão passando por um batismo de fogo, pois vinham de um bull market começado em 2016 e não sabiam o que era tendência de baixa. Benvindos à renda variável. As ações não sobem para sempre e todos sabem disso. Mas agem e investem como se não soubessem. São os vieses comportamentais que temos quando investimos. Mesmo os mais experientes, dificilmente estão incólumes a esse crash atual. Podem estar no n…

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Viva a liquidez!

No meu último post publicado no final de dezembro mencionei que havia praticamente desmontado a carteira de ações, que chegou a ter 12 ativos. O motivo foi por entender que o bull market poderia dar sinais de cansaço na virada para janeiro/2020, diante de um rali bastante forte não só em ativos isoladamente, mas no principal índice que chegou a atingir quase 120 mil pontos. E o mercado não precisa de motivos para correções. Os analistas é que tentam achar uma justificativa ou uma relação de causa e efeito. De fato, o ano começou com acontecimentos que mexeram com o cenário internacional, a começar pela crise com o Irã e depois com o sur…

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Decidi Praticamente Zerar Minha Carteira

Ibovespa na sua máxima histórica. Juros nas suas mínimas. O ditado diz que você deve vender quando todos estão otimistas e deve comprar quando todos estão pessimistas. Não vejo sangue nas ruas. Vejo euforia. Então é óbvio que algo pode estar errado. A economia vem dando sinais de que o pior já passou, mas não deslancha. Devemos crescer somente 1% em 2019. Um crescimento vigoroso pode estar a caminho mais já deve estar quase totalmente precificado. Não podemos esquecer que a bolsa sobe no boato (ou expectativa de dados bons) e desce no fato (quando o crescimento estiver consolidado). A bolsa se expandiu fortemente no ano que se encerra…

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Uma pitada de Longo Prazo na Carteira

Definitivamente, em 5 anos operando na bolsa de valores, já me conheço para saber que não sou um investidor de longo prazo ou "buy and hold". Entendendo investidor de longo prazo como aquele que mantém a posição nas empresas em que investe por tempo indeterminado, buscando lucro por meio de dividendos e de valorização dos ativos ao longo do tempo. O fato de não aderir a essa modalidade é por não acreditar no modelo. Ao observar o mercado e perceber os seus ciclos, vejo que essa valorização pode estar concentrada em pouquíssimos papéis e quando surgem crises e fatos negativos para a renda variável, todos corrigem e abrem oportunid…

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Cenário Atual: os Riscos Ocultos

A bolsa tinha tudo para continuar a sua trajetória de alta e consolidar uma pernada de final de ano, mas  faltou combinar com os russos. O principal risco e que já não está tão oculto assim foi a decisão do STF pela proibição de prisão em segunda instância. Com isso houve a soltura do ex-presidente Lula. Esse fator pode fazer a esquerda se reaglutinar e fazer frente à direita e sua agenda de reformas, que até a presente data vinha nadando de braçadas e praticamente sem adversários desde a eleição. A política é como um pêndulo que oscila da direita para a esquerda e às vezes perde força no centro, quando essas forças se equilibram. Des…

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A Realidade Mudou e Precisamos Mudar Também

Sempre enfatizo nos meus artigos que você deve montar um sistema de investimentos com regras bem claras, que facilite a escolha da ação, o preço de entrada e pelo menos dois alvos, um para um cenário de alta forte e outro para o caso de o mercado lateralizar ou perder força no movimento de alta. Sempre utilizando os gráficos para identificar os suportes e resistências, estudo de volume, volatilidade e outros indicadores auxiliares na montagem do trade. Normalmente, os alvos são os topos mais frequentes e onde os vendedores se mostram mais presentes. O mesmo ocorre com os pontos de entrada, quando o ativo costuma reverter, por ter compradores …

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O Caso Biotoscana: mais um Golpe nos Minoritários

A Biotoscana (GBIO33), empresa biofarmacêutica latino- americana, dona de patentes de medicamentos de alta complexidade, abriu capital por meio de IPO (abertura de capital na bolsa) em julho de 2017. O preço de lançamento das ações foi de R$ 26,50. Desde então a ação tem sido um péssimo negócio para quem entrou no início e até para quem adquiriu depois. Chegou a atingir valores próximos a R$ 7,00 e depois se recuperou um pouco. Importante ressaltar que jamais distribuiu dividendos desde o seu IPO. Além da perda de capital para quem acreditou na empresa, não teve nenhum yield em todo esse período para remunerar esse investimento. Recent…

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Drivers para os Próximos Dias

O investidor deve estar atento ao cenário macro e micro no qual ele atua. Manter-se informado sobre a política, comércio internacional, eventos corporativos é obrigação de todo investidor. E no meio de todo esse ruído, saber filtrar o que é relevante do que é mera distração. É muita informação que chega ao nosso radar. A maioria pode ser ignorada, mas no meio de toda essa poluição, há sinais que precisam ser captados e processados e que podem influenciar nas suas escolhas e alocações. Alguns drivers importantes certamente vão mexer com a volatilidade das ações nos próximos dias, sejam eles internos ou externos. Vamos a eles. Internos: …

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Há Um Complô nos Empurrando para a Renda Variável?

Notícias para todos os lados nos bombardeando o tempo todo sobre a queda de juros. Os agentes financeiros já preveem taxa Selic a 4% para 2020, rumo a juros reais negativos. Nos países desenvolvidos, juros negativos já não são novidade. A renda fixa vai pagar cada vez menos, diante dos cortes previstos para as próximas reuniões do COPOM - Comitê de Política Monetária. O investidor comum, como eu, fica a se perguntar onde pôr o dinheiro acumulado até aqui, para que não perca para inflação e se multiplique ao longo do tempo. Taxas decrescentes em fundos, CDBs, Tesouro Direto, poupança etc. A única saída para essa encruzilhada parece ser…

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